quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Análise tática

Salve, amigos!

Um parêntese antes dos próximos escudinhos. Para quem nem imagina como os times já publicados jogavam, aí vai uma idéia para alguns deles.


Brasil 1970

 
Brasil 1982

 
Holanda 1974

 
Hungria 1954


Flamengo 1981



Brasil 1958

Obs.: As três primeiras imagens, fui eu que montei. As seguintes foram tiradas da net.

3 comentários:

GaiusCaesar disse...

Caro Bira, nao eh interessante que varias das equipes que vc citou em suas ilustracoes jogavam em esquemas que, por vicio de ignorancia, sao encarados como defensivistas ao se olharem apenas para os numeros. Tanto o Brasil se 70, como o de 82 e o Flamengo jogavam basicamente num 4-5-1, com apenas um centroavente de oficio, mas com um meio-campo extremamente habilidoso o que possibilitava o trabalho da bola e a chegada, a partir da intermediária de vários jogadores. No Brasil de 70, nem mesmo Tostão era centroavante, ficando esse papel mais a cabo de Jairzinho. E ele, como Nunes e Serginho faziam o papel do homem que continha a zaga para o avanco dos meias. Assim, acho que a licao eh que nao importa o numero de atacantes "especialistas" que um time escala, mas como o meio-campo, coracao de qualquer equipe evolui.

Bira disse...

Gaius,

é interessantíssimo e vc tem toda razão. Com relação ao Flamengo de 81, o próprio Zico descreve assim aquela formação:

"(...)eu ficava quase sempre pela esquerda e o Adílio na direita, com o Nunes um pouco mais a frente pelo meio. A linha de trás era formada pelo Lico na esquerda, Andrade pelo meio um pouco atrás e o Tita pela direita, além dos quatro zagueiros. Essa seria a formação na hora do tiro de meta do adversário. Na hora do jogo, é claro que todos se movimentavam e, se eu atacasse pela direita, alguém tinha que no tiro de meta do adversário cobrir a minha posição." (extraído do site http://blogs.abril.com.br/futebolearte)

O que é interessante é que ele considera o tiro-de-meta como o momento ideal para identificar o esquema tático de um time. Mas o que eu mais concordo com ele, e consequentemente com vc, é que, independente da formação no tiro-de-meta, o mais importante para a qualidade de jogo de um time é a coordenação de movimentos entre os setores. Foi isso que fez do "futebol total" da Holanda em 74, por exemplo, a última revolução tática que existiu no futebol mundial.

Esta formação tática que está "na moda", o 4-2-3-1, nada mais é que este 4-5-1 a q vc se refere e que, na época, diziam ser um 4-3-3. Mesmo o tão hostilizado 3-5-2 pode ser um esquema muito ofensivo (na hora certa), vide, por exemplo, a Dinamáquina (e muitos outros).

Legal sua participação, Gaius. Vou tentar, na medida do possível, entrar mais neste campo da análise tática.

Volte sempre e um abraço!

Diego Campos disse...

Ótimo o tópico Bira.
É muito legal ver a evolução do futebol no que se diz respeito com a parte tática. Gostei de ver a Hungria de Puskas. O que hoje pode parecer um esquema suicida, mostra como o futebol era ofensivo, o Brasil de 58 que já mostra um equilíbrio entre os setores, a evolução do carrosel da Holanda. Esse último mostra o começo da atitude tática, onde todo mundo joga pelo companheiro, seja fechando os espaços, seja atacando.
Parabéns.
http://diegollcampos.blogspot.com/